Ermelinda Peixeira
Fado Lopes
De manhã quando ela passa
Na rua da Amendoeira
Dá-me sempre um ar de graça
A Ermelinda peixeira
De chinela a dar que dar
Sorridente e galhofeira
Dá gosto vê-la passar
Quando volta da ribeira
Há dias por brincadeira
Disse-lhe assim a sorrir
Se eu te disser ó peixeira
Que contigo hei-de fugir
Ela então me respondeu
Com o olhar agaiatado
O descuido foi só seu
Porque é que veio atrasado
Agora quando ela passa
O seu olhar é diferente
Para mim perdeu a graça
A graça de antigamente